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ElisiᲩo/SP, 20 de Junho de 2019 Webmail | C⭡ra Municipal

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HISTRIA DO MUNICPIO DE ELISIRIO

Sabe-se pelo relato ainda no passado, do primeiro morador da regio, Sr. Jos Ribeiro Ferraz, que Elisirio Ferreira de Camargo Andrade, residente em Campinas SP, era proprietrio de uma gleba de terras com milhares de alqueires cobertos de matas virgens, nesta regio do planalto ocidental do estado de S. Paulo, hoje denominado de Mdia Araraquarense.

Em 1865, o Sr. Elisirio teve a iniciativa de lotear a sua gleba, subdividindo-a com seus filhos, de acordo com os acidentes geogrficos das mesmas.

Entretanto, no ano de 1873, aportava por aqui o primeiro morador, tendo mais tarde o seu nome ligado histria da fundao do povoado de Elisirio. Trata-se do Sr. Jos Ribeiro Ferraz, que teria vindo com 17 anos de idade, da cidade de Sorocaba SP, junto com seus pais no inicio do ano de 1868, fazendo moradia na Vila de Campo Triste(hoje Itajobi) e que em 1873, comprara 150 alqueires de terras de Nicolau Rheeder, engenheiro servio de Elisirio Ferreira.

O Sr. Ferraz, aps instalar-se nesse mesmo ano em sua gleba, encontrou vrios obstculos, como a rusticidade da mata virgem, falta de estradas e a preocupao embora pacfica, das visitas dos ndios Tapuias, que tinham uma aldeia as margens do rio Tiet. Mais o pior de tudo isso, era a presena de andarilhos dispersos pela mata, muito dos quais lhes eram imputados crimes nas cidades e que se homiziavam por aqui para escapar da justia, trazendo inquietao aos moradores.

Mas essa adversidade no alterou sua sobrevivncia, se bem que, em poucos anos de trabalho profcuo foi suficiente para a formao das lavouras de subsistncia, com colheitas abundantes e por consequncia um bom desenvolvimento econmico, com garantia das lavouras de feijo, arroz, milho, cana, algodo, mandioca e o pasto para os animais de sela, para o gado leiteiro e os bois de carros. O monjolo para transformar o milho em farinha, o engenho para espremer a cana e fazer rapaduras. O descaroador, a roca e o tear para manufaturar o algodo, produzindo um tipo de tecido grosseiro para roupas de trabalho.

Uma vez a cada trs anos, viajavam em carros de bois para as cidades de S.Carlos ou Araraquara, em busca dos elementos essenciais vida neste serto. De l traziam o ferro que era comprado em barras de vrias espessuras, que aqui nas forjas caseiras eram transformados em centenas de utilidades. Tambm traziam tecidos finos para confeces de roupas e outros pertences para uso em dias festivos. O sal grosso, o mercrio tambm chamado de azougue para curar as feridas dos animais, munies e armas de fogo, ferramentas dos mais variados tipos para o trabalho na lavoura e a indispensvel caixa homeoptica, pois para curar as doenas do povo, alm dos chs, fazia necessrio o uso da homeopatia.

At a virada do sculo, o desmatamento foi praticado de forma muito lenta, visto que a regio estava pouco habitada. Depois do ano de 1900, o caf que estava com boa cotao no mercado financeiro, as exportaes aumentando, trazendo abundantes reservas para o pas, a procura de terras para o cultivo do caf, criara impulso, visto que era um tipo de cultura que estava enriquecido tanto aqueles que produziam, como aqueles que compravam e exportavam caf.

Ento essa imensa regio coberta de floresta que dormia o sono secular da virgindade sofrera impetuosa devastao do homem, movido pelo mpeto da fortuna.

Mas junto com essa ganancia de riquezas veio tambm o progresso num ritmo de atividade econmica vertiginosa.

Quando estava terminando a subdiviso do grande latifndio da famlia Ferreira de Camargo e a regio estava sendo intensamente preparada para o plantio de caf, por volta do ano de 1908, (dados controvrsia sobre a data da fundao do 1 e 2 loteamento, citamos as datas que aps inmeras pesquisas, achamos ser as mais provveis) os filhos do Sr. Elisirio Ferreira Camargo de Andrade, com inteno de homenagear seu pai, loteou mais ou menos 25 hectares de terras de suas propriedades, formando um pequeno povoado, que recebeu o nome de Vila Elisirio, pertencendo ao municpio e Comarca de Sao Jos do Rio Preto SP.

Da vida do Sr. Elisirio Ferreira, pouco se sabe, mesmo porque era este Senhorde discernimento altamente discreto e no falava de sua vida e de seus negcios nem mesmo com amigos. Temos conhecimentos que residiu na cidade de Campinas SP, onde existe uma rua com o nome de Elisirio Ferreira Camargo de Andrade, que teria transferido sua residncia mais tarde, para a cidade de S. Paulo. Sabemos tambm que era casada com Dona Maria Joana Penteado. Foram feitos buscas em listas telefnicas dessas cidades, mas nada foi encontrado que pudesse nos orientar para contacto com algum, que seriam seus descendentes.

Quanto ao Sr. Jos Ribeiro Ferraz, sabemos que, do primeiro casamento com Dona Francisca de Carvalho Negro, tiveram 14 filhos, enviuvando em 1910, e que em 1917, casou-se com Dona Ana Maria de Jesus, tendo deste casamento mais 6 filhos. Em 1920, pela amizade que tinha pelo Sr. Elisirio, que eram companheiros em caadas de animais silvestres, que era o entretenimento preferido desses senhores, resolveu por bem, contratar o agrimensor Gumercindo Martins, e loteou anexo ao Patrimnio de Elisirio, mais ou menos 16 hectares de terras de sua propriedade, doando uma quadra de 01 hectare de terras, para a construo de uma Capela em louvor So Bento, onde hoje se encontra a Escola Estadual de Primeiro e Segundo Grau Benedito Borges da Silveira. Doou tambm hectare de terras para a construo do Cemitrio, que representa hoje as quadras de ns1,2,3 e 4, do referido Cemitrio.

Importa dizer que a essa altura, Elisirio no mais pertencia So Jos do Rio Preto, posto que dado ao desenvolvimento rpido de Vila Adolfo e que pela Lei Estadual n 1564 de 17 de novembro de 1917 tornara-se municpio, passando a Chamar-se Catanduva, fazendo parte deste recm criado municpio, tambm Elisirio. Nadcada de 20, deu-se a ocupao em massa da regio. Imigrantes e filhos de imigrantes, principalmente italianos, espanhis e portugueses, adentraram a regio no af de produzir caf. Grandes e pequenos proprietrios de terras, colonos e formadores de cafeeiros, tinham a mesma idia: Plantar caf.

No obstante, ainda com notvel escassez de moradias, no comeo dessa dcada j se encontravam espalhados pelas Av. 11 e 13 e rua 2, respectivamente hoje chamadas de Av. Rade Gebara, Jos Riscala e Rua Benedito Borges da Silveira, vrias casas comerciais, como os armazns de secos e molhados do Carlos Barozzi, do Mendes, do Julio Rosa, do Joo Mercante que tambm era penso, o salo do Joo Barbeiro, a marcenaria do Z Baiano, o botequim(bar) do Igncio, a Farmcia do farmacutico Narciso da Silva Rosa, o mdico Dr. Azevedo, o aougue do Vitalino, que alis os abates de gados eram feitos no prprio local de vendas de carnes, uma serraria para madeiras do ngeloMoretim, que localizava num terreno desmembrado da fazenda Buenos Aires, cujo acesso era a Av. 11, uma pista de Raia para competio de corridas de cavalos, uma escola at o 3 grau primrio com nome de Escola Reunidas de Elisirio e a feliz esperana de futuro promissor com a chegada do traado da Estrada de Ferro S.Paulo- Mato Grosso, queconforme escritura pblica, de venda e compra, lavrada nas notas do 11 Tabelio da cidade de S. Paulo, em 31 de janeiro de 1919, desta constando que , Elisirio Ferreira de Camargo Andrade e a/m Maria Joana Penteado Ferreira, transmitiram Carlos Necher, industrial, residente em Araraquara, concessionrio da Estrada de Ferro S. Paulo-Mato Grosso , uma faixa de terreno de fazendo Buenos Aires, que ter a largura ao trfego da referida ferrovia e tambm as reas de terrenos necessrios estao, inclusive um quarteiro de terreno na Vila Elisirio, pelo valor de RS 1:000$000 (um conto de reis).

No entanto, o loteamento feito pelo Sr. Ferraz, comeou com notvel desenvolvimento cujas causas devia-se agricultura, com o caf produzindo as primeiras colheitas, estimulando o nimo Dops moradores e de muito outros que vieram, muito deles com a finalidade de abrir uma casa comercial.

Porm, a Companhia de Estrada de Ferro Araraquara (sucessora), por vrios motivos desviou a rota da at ento Companhia de Estrada de Ferro S. Paulo-Mato Grosso, tambm conhecida de Douradnse, pois a inteno desta era levar seus trilhos at a cidade de Dourada MT. Diante disso a ento Vila Elisirio e o Bairro Caputira, que j tinham sido construdos os prdios dessas estaes, ficou fora do traado ferrovirio, ficando validado outra rota, que a atual, de Catanduva segue para Catigu, at a cidade de Santa F do Sul, as margens do Rio Paran.

Frente a isso, essa mudana repercutiu de forma catica na populao de Elisirio, principalmente nos comerciantes, que com medo da derrocada foram aos poucos fechando os seus estabelecimentos comerciais.

Contudo, nesse intervalo de tempo o loteamento da Nova Elisirio (como estava sendo chamado), progredia com admirvel rapidez, muitas casas comerciais se estabelecia ao longo da rua 2, hoje Benedito Borges da Silveira. A construo da Capla, j tinham erguido um cruzeiro e o projeto arquitetnico da Capla, j estava disposio da Comisso Administrativa, tudo isso com festas e leiloes para angariar meios.

Contudo j estar com milhares de tijolos ao redor da futura obra, houve uma dissidncia de opinies entre moradores. Haja visto que no primeiro loteamento feito pelo Sr. Elisirio Ferreira, no foi reservado um terreno para construo de uma Capela e nem de cemitrio, enquanto o segundo loteamento feito pelo Sr. Ferraz, tinha reservado tanto uma como outra causa e a corrente de opinies era que requeressem Comarca de Catanduva, por meios uma lei estadual jurisdio distrital com outro nome.

Mas antes da elaborao desta lei, criando a jurisdio distrital, e diante da insistente disputa entre moradores, o Coronel Joao Penteado de Camargo, filho de Elisirio Ferreira, e sua esposa Dona Danguita Junqueira Penteado, residente em Ribeiro Preto SP e tambm proprietrios da fazenda Buenos Aires, anexado neste patrimnio, resolveu por bem, doar ao Arcebispo de S. Carlos, Dom Jos Marcondes de Melo, uma quadra de terra com rea de 01 hectare, para construo de uma Capela e mais uma data de terra (800 m) para a construo de uma casa Paroquial, em escritura lavrada em 11 de setembro de 1922, no Cartrio do 2 Oficio da Comarca de Catanduva, sendo vinculado nesta escritura de doao que, a comisso Pr-Construo da Capela, se comprometia entregar 35.000 tijolos e 10.000 telhas para construo de mesma e a instituio por parte do doador, que fosse mantido o nome do Povoado de Vila Elisirio.

O Padroeiro desta freguesia, foi titulado pelo seu primeiro proco, Padre Albino Alves da Cunha e Silva, em honra e louvor Nossa Senhora Imaculada Conceio, mais tarde, quando esse primeiro loteamento entrara em recesso, essa Capela, permaneceu unida, soberana, onde realizou memorveis eventos, em pocas de festividades religiosas, principalmente nas ocasies das visitas dos Padres Redentoristas Missionrios, tendo como chefe de seus confrades o Padre Vitor Coelho de Almeida, que pela sua eloqncia oratria conseguia reunir milhares fiis , numa confraternizao incomum.

Em 1922, o Cemitrio estava terminado, cercado de lasca de madeiras e aos 9 de abril daquele ano deu-se o primeiro sepultamento.

Em 1923, dado ao desenvolvimento do povoado, e por fora da Lei Estadual n 1935, de 29 de novembro de 1923, assinada pelo Presidente do Estado de S. Paulo, Dr. Washington Luiz Ferreira de Souza, era elevado o povoado de Elisirio, condio de Distrito de Paz, pertencendo ao Municpio e Comarca de Catanduva. No dia 17 de fevereiro de 1924, deu-se a eleio para escolha de Juzes de Paz, cujas respectivas apuraes deram-se no Frum da sede municipal sobre a presidncia do MM. Juiz de Direito, Dr. Raimundo Cndido Mergulho, pelo qual foram eleitos para exercerem a funo, os trs mais votados, que foram os Srs. Jos Francisco da Rocha, 204 votos: Francisco Barbieri, 181 votos: Narciso da Silva Rosa, 81 votos.

Em 1 de abril de 1924, foi instalado o Cartrio de Registro Civil e Anexo, o oficial era Sebastio Baptista Camargo, sendo lavrado o primeiro registro de nascimento em 5 de abril de 1924.

Em 1923, foi instalado a 1maquina de benefcio de arroz e caf, pelo Sr. Joaquim Frio em sociedade com o Sr. Alfredo Magatti.

Entre os anos de 1925 1932, em decorrncia da grande quantidade de caf que se colhia entre os mdios e pequenos cafeicultores, os compradores de caf, estabeleceram no ncleo urbano, vrias mquinas movidas a vapor para o seu beneficiamento. Em 1925, o Sr. Francisco Barbieri, montou a segunda mquina de caf, em sociedade com o Sr. Antonio Stocco, que este era tambm proprietrio rural e, diga-se de passagem, tambm criador de casulos do bicho da seda, que apesar do esforo do tcnico Filomeno Monterso, no teve a desejada rentabilidade para prosseguir.

Em 1928, o Sr. Joo Borges montou a terceira mquina de benefcio de caf, em 1930, o Sr. Ferminio Pinto montou a quarta mquina, sendo o seu sucessor proprietrio em 1931 o Sr. Cesrio Tuma; Em 1932 o Sr. Jos Dib montou a quinta mquina. Resta dizer que por esta poca as mquinas do Sr. Joaquim Frio e Barbieri &Stocco j tinham fechado. Os grandes cafeicultores tinham em suas fazendas as suas prprias mquinas. Diga-se ainda que, antes da chegada do transporte por caminhes, toda essa imensidade de sacas de caf beneficiados por essas mquinas, seguiam para embarque na estao ferroviria de Catanduva, transportados em 15 carroas puxadas por burros, que existia no distrito, trabalhando pelo sistema de aluguel, que alias, incorporavam uma tropade noventa burros.

Neste perodo, comeou a fase de ouro do distrito, na rua 2 (Benedito Borges da Silveira), as casas comerciais abriam as suas portas confiante no progresso, principalmente os armazns de secos e molhados, que alm de vender todos tipos de gneros alimentcios, vendiam tambm variados estoques de tecidos, louas, talheres, calados, chapus, capas boiadeiras, munies e armas de fogo, artefatos de costura, bebidas, defensivos agropecurios e todos os tipos de ferramentas e acessrios para o amanho da terra. Basta dizer, que o comercio de Elisirio, estava completo, a Escola Reunidas de Elisirio, tinha sido transferido em 1927 para a Rua2 esquina com a Av. 3, respectivamente Benedito Borges da Silveira e Ernesto Avanci, que em 04 de abril de 1932, foi anexado a quarta srie com o nome de Grupo Escolar de Elisirio.

J estavam estabelecidos, um consultrio mdico de Clinica Geral e Obstetrcia do Dr. Plnio Palhares, duas farmcias, um dentista, dez armazns, de secos e molhados, duas sapatarias, uma selaria, uma padaria, trs bares, duas alfaiatarias, um cinema mudo, luz residencial at a meia noite, com a mquina dinameltrica movido a motor do Sr. Estevam Bonfanti, dois sales de barbearia e cabeleireiros, posto de correios, posto de telefone, cadeia pblica, sub-delegacia de policia, cartrio de registro civil, subprefeitura, sendo o primeiro subprefeito o Sr. Antonio Stocco, que tambm foi o primeiro vereador a representar o distrito de Elisirio, na Cmara Municipal de Catanduva.

No ano de 1926, tambm aparecia os primeiros veculos motorizados no distrito, o primeiro foi um carro de praa (taxi) Ford ano 1924, do Sr. FelicioBrumatti e logo em seguida o Sr. Emilio Massarioli, com um caminho Ford ano 1920, que logo vendeu e estabeleceu com um carro de praa um Ford ano 1924, tambm um Senhor Conhecido simplesmente por Nh Nh, estabelecera com um caminho de aluguel, um Ford 1924.

Em 1928, foi formada a corporao do Escotismo de Elisirio, pelo Prof. Gasto Silveira, que, alis, era este, juntamente com os Profs. Joo Aires e Maria Augusta Rodrigues os primeiros Profs. de Elisirio.

Essa corporao de Escoteiros de Elisirio tornou-se gloriosa, foi consagrada pela populao da poca, como destaque das coisas boas que o distrito possua, tanto pela sua aprimorada fanfarra, representada pelos seguintes meninos: Primeiro corneteiro, Americo Magatti: segundo corneteiro, Natalino Mafra: tambor surdo, Raul Magatti: caixa de rufo, Francisco Montini: caixa de querra, Silvio Montini, como tambm, pela evoluo do corpo de tropas e manobras de armas, que era formados por trinta escoteiros uniformizados carter, posto que , dado sua notvel influncia, eram convidados para apresentar as suas evolues at mesmo em cidades vizinhas.

Nesta mesma poca, com o amplo apoio do Sr. Antonio Stocco, foi formada a Banda Marcial de Elisirio pelo maestro e Alfaiate Sr. Adolfo Alvarenga, essa corporao musical era formada de 16 msicos, todos uniformizados, que teve tambm marcante consagrao da populao.

E o nobre Vereador e Administrador do distrito, Sr. Antonio Stocco, foi mais longe, fundou em 1926, o S. Bento Futebol Clube, nome esse emprestado do local onde foi implantado o campo de futebol, a Praa S. Bento, que fora reservado para a construo da Capela em louvor ao referido santo, onde tornou-se gloriosa essa equipe de futebol, com a presena atuante dos famosos jogadores: Agostinho dos Santos, Jorge Whitacker, Vicente Guedes e outros no menos famosos, que levaram o time a grande disputas, com inumerveis vitorias.

Quanto ao episdio do abandono da construo da Capla em louvor a S. Bento em 1923, dado ao descaso da Comisso Pr-Construo, no houve a devida transparncia a populao, quea outros respeitos era quem estava dando a sua contribuio financeira e moral para que essa Capela, fosse construda, porquanto j tinham construdo o alicerce do prdio e muito material e outros recursos estavam a disposio da Comisso, para o prosseguimento regular desta obra. muito natural, ouvir entre os moradores mais antigos, a rejeio enftica pelo uso antagnico que foi dado a essa praa, como se fosse um terreno devoluto, com funes mescladas e repetidas, menosprezando a importncia pela sua destinao reservado no loteamento Imobilirio. Essa praa, sabem os mais antigos, foi doada com todas as legalidades pelo seu legitimo proprietrio, em escritura pblica, lavradas em notas de Tabelio, portanto dotado de f pblica, em benefcio a Igreja Catlica, com clusula formalizada a sua destinao, que seria a construo de uma Capela, circundada de rea verde. De modo que a infringncia a um preceito dessa natureza, representa ofensa direta a populao, seno a estrutura da comunidade.

Em 1932, duas personalidades marcante na histria de Elisirio, transferiram as suas residncias para a cidade de Catanduva, o professor Gasto Silveira, Baluarte do Magistrio Pblico foi promovido ocupar grau superior e o Sr. Antonio Stocco, este de certe forma continuou vinculado a este distrito por meios de seus negcios, pois alm de outros, estabelecera tambm como comprador de algodo e com mquina de descaroamento dessa matria prima, visto que com a chegada da colnia japonesa na regio, a cotonicultura teve grande impulso, contribuindo em larga escala como fonte de renda ao distrito.

Entretanto, com a mudana desses homens, a Corporao de Escoteiroe a Banda Musical entraram em declnio e foram a decadncia total.

Por volta de 1934, a Companhia Nacional de Energia Eltrica passou a fornecer energia eltrica no distrito, com iluminao tambm nas principais vias pblicas, que at ento, eram iluminadas a lampies gs, com a devida manuteno do Sr. Ursulino Jorda. Foi tambm instalado o cinema falado de propriedade do Sr. Benedito Machado, que era Oficial interino do Cartrio de Registro Civil. Em 1936 em vista grande demanda por matrculas no Grupo Escolar, o Prefeito Municipal de Catanduva Dr. Alfredo Magatti, requereu a Fazenda do Estado (Proc. Do Patr. Imob. Do Estado), um prdio maior para funcionar o Grupo Escolar, o qual teve a sua inaugurao no comeo do ano letivo de 1938, com o mesmo nome de Grupo Escolar de Elisirio.

Esta foi uma poca marcante pelos seus eventos sociais, como os grandes carnavais, com ricas fantasias e a coroao de rainhas, onde era possvel admirar a beleza da mulher elisiarense, tudo isso favorecendo a realizao de suntuosos bailes que eram realizados no salo do Cine S. Bento.

Tambm nesse perodo renasceu uma outragrande equipe de futebol, com notveis jogadores como Plnica, Deodato, Joaquim Collega, Pedro Messias, Aureliano Jorge, Jovelino, Pip, Nabih e outros.

Entretanto por outro lado a economia do distrito no ia muito bem, com o conflito da segunda Guerra Mundial, as exportaes foram interrompidas e com isso o caf baixousua cotao no mercado financeiro, motivando o desanimo dos cafeicultores. As mquinas de benefcio foram aos poucos fechando sobrando apenas a mquina do Sr. Jos Dib que teve comosucessor o Sr. Antonio Fernandes Leo. Os Trabalhadores das lavouras de caf(meeiros) tambm desistiram, procurando trabalhos nas cidades, principalmente na grande S.Paulo, onde a indstria estava em fase de desenvolvimento dos manufaturados, trazendo desta forma o xodo rural e em conseqncia o encerramento das atividades de muitas casas comerciais.

Porem, alguns antigos comerciantes, aceitaram o desafio da evaso populacional e ficaram, se bem que, mais pelo amor comunidade que viram surgir aos poucos, atravs dos anos. Deve-se, no entanto, meno honrosa a esses primeiros comerciantes, que com pertincia e intrepidez, foram preparando o caminho, embora longo, at o povoado atingir a sua jurisdio distrital, abrindo ensejo para que atravs de geraes futuras, preparassem um terreno frtil, para a sua emancipao Poltico-Administrativa.

Destaca-se o Sr. Joaquim Jorge Estevam, que mudou-se para c em 1917, para trabalhar como serrador braal de madeiras, depois como formador de cafeeiros e em 1923, estabelecera no comercio, instalando a "Casa do Lavrador", (armazm de secos e molhados) a permanecendo por 21 anos, onde mais tarde tornou-se agropecuarista de renome. Lutou pelo engrandecimento de Elisirio, principalmente por volta de 1937, que em vista do aumento da populao, a Capela tornara-se pequena para abranger os fiis, este Sr., que era Presidente da Comisso Administrativa da Igreja, juntamente com os Srs. Jos Riscala, Flaminio Tonelo e Jos ngelo, conseguiram gratuitamente da Cmara Municipal de Catanduva, em favor a Igreja Catlica, uma quadra de terras de 5.000 m de rea, para a construo da atual Matriz da Imaculada Conceio, conforme Certido expedido pelo Primeiro Cartrio de Registro de Imveis e Anexos da Comarca de Catanduva, pela Transcrio 5.723, do livro 3-U, de Transcrio das Transmisses, as folhas 88, de 18 de novembro de 1937.

Destaca-se tambm o Sr. Emilio Massarioli, que veio da zona rural em 192, para explorar o negocio de carroceiro. 1926 adquiriu um pequeno caminho Ford, logo depois, um automvel Ford ano 1924, dedicado a explorar o ramo de taxista, permanecendo nessa profissopor sessenta anos.

Outro cidado que muito fez para Elisirio, foi o Sr. Alfredo Magatti, que veio da cidade de Catanduva, onde trabalhava como carroceiro, trabalho aqui, como scio da mquina de arroz e caf do Sr. Joaquim Frio, Em 1924, passou a trabalhar por conta prpria no ramo de padaria, mais tarde estabeleceu-se com um bar e em 1926, estabelecera com a gerncia de seu filho Alcino, a "Casa Victria" (armazm de secos e molhados). A Casa Victria, foi a maior casa comercial naquele tempo em Elisirio, visto que, o seu estoque de mercadorias era dos mais variados que se conhecia, tinha at bomba de gasolina, no s para abastecer os seus prprios caminhes, como outros veculos que transitavam por aqui. O Sr. Alfredo Magatti, foi Sub-Prefeito do distrito por volta de 1935-39, e tambm Presidente da Comisso da Igreja Catlica. Foi com sua administrao demolida a antiga Cadeia, que era construda de tbuas e construdo no mesmo local, um prdio de alvenaria, com compartimentos para Posto Policial, 2clas para deteno provisria e casa de carceragem. Foi tambm construdo por sua indicao, conforme j descrito o Grupo Escolar de Elisirio e o prdio onde funcionou por muitos anos, a Sub-Prefeitura rua 2(Benedito Borges) n 518. Era na sua residncia e na de seu filho Alcino que eram recepcionados as autoridades visitantes, principalmente nos eventos Pastoriais, com as visitas dos Padres Missionrios Redentoristas.

Todavia, pela sua integridade de carter, tornou-se muito respeitado e amigo de toda a populao, adquirindo grande clientela em seu estabelecimento comercial. Na poca do prodgio do caf, o Sr. Alfredo Magatti, era o depositrio das economias dos pequenos sitiantes e meeiros de caf. Quando em 1935 a colnia japonesa chefiada pelos Srs. Koei Arakaki e Saburo Arakaki que cultivaram 200 alqueires de terras em plantio de algodo na fazenda Pau DAlho de propriedade do Sr. Antonio Carlos de Arruda Botelho, foi a Casa Victria por intermdio de seus familiares que faziam todos processamentos de dados desses cotonicultores, inclusive pagamentos dos assalariados que alis era de enorme propores e diga-se mais, todo esse trabalho eram feitos por meios manuscritos.

A Casa Victria tornou-se famosa, pois era um tipo de Casa Bancria do distrito.
A pessoa do Sr. Alfredo Magatti, imortalizada com o seu nome em uma Avenida desta cidade.
Outro comerciante, que tambm enfrentou a grande crise de retrocesso comercial, da ento Vila Elisirio, que merece meno honrosa nesta histria, pelo exemplo de homem honesto e trabalhador foi o Sr. Manoel Augusto Jorge, conhecido por Man Padeiro. Este veio para Elisirio por volta de 1926, onde dedicou ao trabalho de padeiro ambulante, vendendo seus pes de fabricao caseira, aos sitiantes e nas colnias das fazendas de caf, andando p, com sua mercadoria acondicionada em sacos de aniagem transportadas as costas.

Aps trs anos de muito sacrifcio, em 1929, comprou do Sr. Alfredo Magatti, a pequena e nica padaria do vilarejo, por 12 contos de reis, A com trabalho e com o auxilio de sua esposa D. Rosalva pode desenvolver e ampliar o seu estabelecimento num grande centro comercial, com o nome de Bar e Padaria do Ponto, onde encontrava-se em suas vitrinas variadssimo tipos de pes doces e salgados e tambm chamados "doces de massa" da mais alta qualidade, tudo isso, feitos com muito carinho pelas mos do Sr. Man Padeiro, que sempre eram encomendados por quem passavam por aqui vindo de outras cidades, at mesmo de grande centros como S. Jos do Rio Preto.

O Sr. Man Padeiro, j ento pequeno industrial, comerciante e pequeno agropecuarista distinguira-se pelo seu carter humanitrio, tratava todos com gentileza e respeito, o que proporcionou-lhe grande simpatia de toda populao.

Nas pocas de festas em beneficio da Igreja Imaculada Conceio, com leiles freqentes para angariar recursos para a construo desta, a enorme quantia de assados eram preparados no forno de sua padaria gratuitamente.

Neste bar, alm de ser ponto de nibus intermunicipais para embarquee desembarque de passageiros, era tambm, onde reuniam-se quando em visitas pelo interior do estado, grandes vultos da poltica brasileira, dos escales federais, estaduais e municipais, onde deixavam sempre um abrao amigo ao proprietrio, Sr. Manoel Augusto Jorge.

O Sr. Manoel Augusto Jorge, tem a sua pessoa homenageada com nome, em uma Avenida desta cidade, como smbolo do trabalho, que atravs de suas experincias, pode mostrar o valor do trabalho, na construo do homem.

Outro grande vulto da histria de Elisirio foi realmente o mdico Dr. Plinio Palhares, cujos trabalhos prestados a esta comunidade para sempre, motivo de orgulho. Transferiu sua residncia para c em 1926, vindo da ento capital federal a cidade do Rio de Janeiro, para clinicar medicina geral e Obstetrcia. Sua presena aqui no ligou-se somente a medicina, mas tambm administrao pblica do distrito, na qualidade de Sub-Prefeito por vrios anos. Como mdico, sua bondade granjeou-lhe estima e admirao de toda a populao, que alm de mdico, um benfeitor com objetivos elevados, fez-se pobre para sentir melhor seus votos de humildade, junto a aqueles que mais precisavam da sua ajuda, como os honorrios mdicos e at mesmo os recursos para adquirirem os medicamentos. Encontrou aqui um ndice de mortalidade elevado, em conseqncia da disenteria por intoxicao alimentar, causado pela falta de conscientizao de higiene dos pais.

Para debelar esse mal, era precioso conscientizao da populao e esse mdico lanou-se essa rdua tarefa com "Campanha da Nutrio Infantil", que visava a educao alimentar, higiene alimentar, conservao dos alimentos e sobretudo sobre o uso da gua poluda e contaminada. Foi um trabalho difcil e demorado, mas trouxe bons resultados, diminuindo muito a mortalidade infantil, se bem que, com o agravante de a imunizao por vacinas, ainda estar muito restrito, pois s eram vacinadas as crianas na idade escolar, assim mesmo somente contra varola e o sarampo. Em 1932, sem deixar o seu consultrio mdico e com a vaga deixada pelo Sr. Antnio Stocco, o Dr. Plnio assumiu a Sub-Prefeitura do Distrito.

Como Administrador pblico, tambm demonstrou grande capacidade, reformou o jardim, (antiga praa S. Bento) que ficara inacabado pelo seu antecessor. Mandou abrir um poo para captao de gua com bomba de cata-vento, com distribuio da rede de gua em todos os canteiros. Construiu um Coreto tipo Caramanchel (sem telhado, coberto por plantas trepadeiras ornamentais e florferas) e ao redor deste, um circulo de 30 metros de dimetro, circundado com mureta de alvenaria, para cantigas de roda. Colocaram 25 bancos de granitos, todos sombreados por arvoredos, iluminao com os pedestais das lmpadas em alvenaria molduradas. Plantou rvores de essncia nobre e canteiros de flores diversas, com destaque para o lado que fazia frente Rua2, com o nome de Elisirio estampado em canteiros floridos. Construiu tambm um parque infantil(Play-Ground). Esse jardim teve grande acesso da populao de Elisirio, como recinto de lazer.

Foi reconstrudo o Matadouro Municipal, posto que existia como tal, um simples curral provisrio, construdo com varas de madeiras rolias, em terreno cedido pela famlia Zancaner, foi tambm gramado o campo de futebol(hoje Estdio Com. Antnio Stocco). Em 2 de junho de 1943, juntamente com amigos fundou o CAE(Clube Atltico Elisirio), com sede social no salo do Ex-cine S.Bento, prdio esse, de propriedade do Sr. Joo Kater. Foi eleito por aclamao o seu primeiro Presidente Administrativo, sendo reeleito por vrias vezes, em junho de 1946, foi eleito scio Benemrito Permanente.

J em idade avanada, esse grande benfeitor de Elisirio e sua esposa D. Dulce em 1946, transferiram suas residncia para a cidade de Catanduva, mais pedido dos mdicos desta cidade que desejavam ampar-los, onde prestou pequenos servios mdicos ao Hospital Padre Albino, tambm conhecido por Santa Casa de Misericrdia. O Dr. Plinio Palhares, dedicou grande amor ao povo de Elisirio, pois mesmo transferido sua residncia, no deixou de visit-los ainda por vrios anos, duas vezes por semana, com atendimento clnico populao.

Em 1945, foi deposto o governo ditatorial e os ideais democrticos ressurgem, retomando-se o caminho constitucional. O municipalismo ganhou corpo com a Constituio de 1946. Assim ficou assegurada a autonomia poltica administrativa e financeira do municpio, pela eleio do prefeito e dos vereadores.

Todavia, a partir de 1950, o distrito de Elisirio, teve notvel representatividade poltica, na Cmara Municipal de Catanduva. Alis, com destaque, para o vereador Benedito Borges da Silveira, que pela sua magnitude de carter e a sublime volio de prestar de prestar ajuda aos seus semelhantes, ligado a extraordinria facilidade de comunicao com as pessoas, tornou-se grande amigo de toda a populao, tanto que em 1950, na poca das eleies municipais, foi apoiado por numerosas e tradicionais famlias elisiarnse e indicado, para concorrer as eleies como candidato a vereador para representar o distrito de Elisirio, edilidade catanduvense.

O Sr. Benedito Borges da Silveira, veio para Elisirio ainda criana, no ano de 1924, junto com seus familiares, da cidade de Dobrada SP, onde nasceu 17 de maio de 1913. Aqui cresceu trabalhando como lavrador junto com irmos e o pai, que era pequeno agricultor proprietrio.

Em 1940, aps, contrair matrimnio com DonaTerezinha Carlos Borges foi morar e trabalhar na zona rural como arrendatrio, em outro municpio, onde dedicou-se a cultura de algodo e cereais. Em 1946, retornou vila Elisirio, vindo a ser proprietrio rural comerciante de gado bovino.

Feito candidato, para disputar as eleies de 1950, coube a esse Sr. arregimentar a populao volante do distrito (que era insuficiente para eleger um vereador) e proporcionar meios para o cadastramento dos que preenchiam os requisitos legais da Lei eleitoral, alis encontrando neste trabalho muitos obstculos, haja visto, que muito cidados no tinha sequer, registro de nascimento. Foi um trabalho rduo, mas como muita prudncia e bom senso conseguiu alistar, perto de quinhentos eleitores.

Eleito vereador para cumprir mandato legislativo de 1951-1954, juntamente com outro elisiarnse que tambm fora eleito vereador, embora em partido poltico divergente o Sr. Elso Calegari (que no cumpriu mandato por discordncia poltica em seu partido).

O Vereador Benedito Borges, que tinha como prioridade de seu mandato o desenvolvimento das estruturas sociais e polticas do distrito, principalmente ao que se refere sade e educao, trouxe para Elisirio entre outros o maior beneficio a comunidade distrital elisiarnse, que a construo do prdio Rua2 n 504, onde instalou o Posto de Assistncia Medico Sanitrio, que alm de atender consultas e pronto-socorros, tinha tambm como prioridade, o combate intensivo as doenas transmissveis, vacinao geral contra determinados microorganismos patognicos, exames laboratoriais, ( esses os pacientes eram encaminhados para o hospital Padre Albino em Catanduva) distribuio de anti-helmnticos, pulverizao com inseticidas nas moradias urbanas e rural, conscientizao do uso da gua potvel filtrada, tratamento das cisternas de captao com cal virgem e adio de peixes larvicidas, procedimentos obrigatrio da limpeza dos quintas e destruio de recipientes sujeitos acumulo de gua, distribuio de leite em p para mulheres gestantes e crianas carentes e medicamentos ao podo carente em geral.

O Sr. Benedito Borges da Silveira, foi em seu segundo mandato legislativo (1955-1958) o vereador mais votado no municpio de Catanduva, Presidente da Cmara de 1955-1956, incorporando juntamente com seu mandato legislativo, o cargo de Subprefeito de Elisirio.

Fez grande amizade com o povo em geral da cidade de Catanduva, foi o vereador mais votado no ento distrito de Elisirio, que, diga-se de passagem, somente superado aps 37 anos, por outro poltico com idnticas qualidades, mas desta vez ao cargo de 1 Prefeito do Municpio de Elisirio. Foi a seu pedido, feito o usucapio do terreno de manobras da antiga estrada de ferro S. Paulo-Mato Grosso, que estava abandonado,para expanso e o respectivo loteamento para construo de moradias, sendo uma parte, permutado com Sr. Antonio Carlos de Arruda Botelho, com uma quadra de mais ou menos 5.000 mde terras junto ao Cemitrio Municipal, para expanso deste.

Esse poltico deu muito de si, por amor a Elisirio, sem receber nenhuma remunerao pelo seu trabalho. Infelizmente, no cumpriu totalmente o seu segundo mandato legislativo, pois falecera subitamente aos 8 de junho de 1958. A sua pessoa homenageado com seu nome na principal Rua de Elisirio e na Escola Estadual de Primeiro e Segundo Grau.

Na seqncia das eleies enquanto distrito, outros cidados elisiarnse, representaram Elisirio junto a Cmara Municipal de Catanduva, que foram os Srs. Eugenio Grandis, Antnio Fernandes Leo, Hamilton de Carvalho, Euclides Furlan e Agenor Victorino Borghi.

Importa dizer que, dado a proposta de breve retrospectiva desta reflexo histrica, gera impossibilidade de resenhar todas as suas atividades scio-polticas o que, alis, j consagrados aos anais da historia do municpio de Catanduva, identificando aos elisiarense, traos do que se pode chamar de herana cultural.

Em fins de 196, o deputado estadual Dr. Orlando Gabriel Zancaner, de permeio a suas funes legislativa, obteve da Fazenda do Estado, a liberao de verbas para a construo de um prdio para funcionar a Escola Estadual de Primeiro e Segundo Grau neste distrito, embora a Prefeitura de Catanduva teria que doar o terreno para a construo da obra, a Procuradoria do Patrimnio Imobilirio do Estado. Forem, a Prefeitura naquele momento, no tinha condies para o dispndio dos recursos para aquisio do mesmo, tornando-se difcil a realizao deste grande beneficio para a comunidade elisiarnse.

Mas era vista da disposio desse deputado, em trazer essa Escola para Elisirio, fez despertar grande interesse na populao, que formaram uma delegao de ilustres senhores, denominada de "Comisso Pr-Ginsio de Elisirio" representados pelos senhores: Ucilo Borghi, Pedro Mendes da Silva, Hamilton de Carvalho, Waldemar Jorge Estevam, Alcebades Rodrigues, Joo Donato, Manoel Garrote e Lino Cestri, com o patrocnio do deputado Dr. Orlando Zancaner.

O logradouro denominado de Praa do Jardim de S. Pedro, foi o local estabelecido para a construo desta Escola, cujo terreno, com rea de 7.840 m, pertencia ao Bispado de Rio Preto, representado pelo seu Bispo Diocesano, D. Jos de Aquino Pereira, que consultado pela referida Comisso da inteno de adquirirem o citado imvel, para a construo do Educandrio, o Sr. Bispo foi propenso a causa, consentindo na venda dessa gleba de terra, pelo preo de Scr.$ 400,00(quatrocentos cruzeiros novos). Diante disso, a Comisso, num ato solidrio e o mesmo tempo, com apoio mtuo da comunidade, conseguiram arrecadar em forma de donativos, o dinheiro suficiente para a compra deste terreno, que, 23 de dezembro de 1969, foi entregue ao Sr. Bispo, com as respectivas transmisso documentrias em favor a procuradoria do Patrimnio Imobilirio do Estado.

No inicio do ano letivo de 1972, foi inaugurado esse estabelecimento de ensino com o nome de Escola Estadual de Primeiro e Segundo Grau "Prof. Aparecida Colturato" e alguns anos depois, para Escola Estadual de Primeiro e Segundo Grau "Benedito Borges da Silveira".

Por volta de 1986-1991, entre as gestes dos prefeitos de Catanduva, Sr. Jos Alfredo Lus Jorge e Warley Agudo Romo, foi desapropriado da Fazenda Jandaia de propriedade do Sr. Silvio Bueno Neto, uma glebade terras de mais ou menos 50.000 m de rea para expanso urbana com a construo de 109 casas populares, que leva o nome de Conjunto Habitacional Dr. Italo Zccaro.

Em julho de 1989, estando reunidos casualmente, no Bar e Padaria Central, de propriedade dos irmos Jorge Estevam, os Srs. Manoel Rodrigues Estevam, Waldemar Jorge Estevam, Alcebades Rodrigues e Carlos Roberto Zaparolli, nasceu a ideia da autonomia poltico-administrativa do distrito de Elisirio. Embora conscientes, que a legislao pertinente ao referido assunto exigia uma somatria de requisitos, esses Srs. Resolveram reunir argumentos para dar incio ao processo emancipatrio.

Outras pessoas animadas com o elevado propsito deram as suas contribuies, entre os quais o ento administrador do distrito, Sr. Agenor Victorino Borghi, Wladimir Carlos Estevam e o jornalista catanduvense Lus Carlos Teixeira, que ao lado de Zaparolli constituram o "Movimento Pr-Emancipao de Elisirio", cuja presidncia coube Carlos Roberto Zaparolli. Com total apoio do deputado estadual Edinho Araujo, aps concludo a vasta compilao de dados em diversos rgos municipais, estaduais e federais, esse deputado deu entrada da documentao na Comisso de Assuntos Municipais da Assemblia Legislativa do Estado, no dia 6 de fevereiro de 1990, tendo esse processo recebido o n 1018/90.

Em 31 de julho de 1990, com a aprovao do projeto de lei complementar n 3/90, de autoria do deputado Edinho Araujo, cuja legislao regulamentava a criao de novos municpios, ficou mais fcil para Elisirio pleitear a sua emancipao.

Em maio de 1991, o processo emancipatrio de Elisirio, foi aprovado pela Comisso de Assuntos Municipais da Assemblia Legislativa e encaminhado para o Tribunal Regional Eleitoral, para a competente determinao de marcar a data do plesbicito no distrito de Elisirio, qual ficou oficializado para o dia 27 de outubro de 1991.

Em 30 de dezembro de 1991, o governador do estado Lus Antonio Fleury Filho, atravs da lei estadual n 7664, elevou o distrito de Elisirio condio de cidade, criando o municpio de Elisirio, dentro da Comarca de Catanduva.

No dia 3 de outubro de 1992, com as eleies municipais a nvel nacional, foram eleitos e assim constitudos para cumprirem mandatos de 1993 1996, os seguintes senhores:

EXECUTIVOS
Filipe Salles Oliveira Prefeito Municipal
Inivaldo Ap. Meneguesso Vice-Prefeito

CMARA DOS VEREADORES (09 vereadores)
Gilson Gil Presidente da Cmara (1993-1994)
Joo de Paulo Presidente da Cmara (1995-1996)
Antnio Pauloni
Joaquim Fernandes de Souza
Joaquim Fernandes Chaves Neto
Pedro Bonezzi Fernandes
Sebastio de Oliveira Rocha
Olmpio Alberto Guandalini
Claudecir Bega.

ASSEMBLIA CONSTITUINTE MUNICIPAL
Gilson Gil Presidente da Assemblia Municipal Constituinte
Olmpio Alberto Guandalini Vice-Presidente
Claudecir Bega 1 Secretrio
Joaquim Fernandes de Souza 2 Secretrio

COMISSO DE SISTEMATIZAO
Joo de Paulo Presidente
Pedro Bonezzi Fernandes Vice-Presidente
Joaquim Fernandes Chaves Neto Relator

COMISSO DO PODER LEGISLATIVO
Olmpio Alberto Guandalini Presidente
Sebastio de Oliveira Rocha Vice-Presidente
Antnio Pauloni Relator

COMISSO DO PODER EXECUTIVO E DE ADMINISTRAO PBLICA
Antnio Pauloni Presidente
Joo de Paulo Vice-Presidente
Pedro Bonezzi Fernandes Relator

COMISSO DE FINANAS E ORAMENTOS
Joaquim Fernandes de Souza Presidente
Olmpio Alberto Guandalini Vice-Presidente
Pedro Bonezzi Fernandes Relator

ASSESSORIA
Jos Lus Pickarte e Wilson Jos Borghi.

Nas diretrizes deste registro histrico, sugerimos conduzir este trabalho, com as regras do bom senso, com a finalidade de registrar no somente a historia propriamente dita, como tambm, num critrio cultural mais amplo, homenagear os grandes vultos que foram as colunas mestre da construo do atual municpio de Elisirio.

Diante disso, cumpre-se o dever de registrar, com meno honrosa, mais um personagem com relevo no cenrio politico deste municpio.

Trata-se do Sr. Filipe Salles Oliveira, filho de tradicional e honrosa famlia catanduvense.

Ainda muito jovem, assumiu a gerencia de sua propriedade agrcola e Fazenda "Pau-Ferro", localizada neste municpio, onde demonstrou por vrios anos, grande capacidade administrativa, com destacvel retido de carter e lisura de trato com seus empregados, que eram tratados como amigos.

O Sr. Filipe, sempre teve grande predileo por Elisirio, onde angariou com seu convvio de longe de longos anos, imensidade de amigos, visto que na poca do plesbicito emancipatrio do distrito, o povo estava propenso a votar no a emancipao, mesmo porque, havia prenuncio de muita dificuldade para consolidar um municpio pobre, despojado das prioridades essenciais ao seu desenvolvimento.

A pedido de amigos, dias antes do plebiscito lanou sua candidatura a prefeito municipal, convidando o Sr. Inivaldo Aparecido Meneguesso para concorrer a Vice-Prefeito. Diante disso, o povo que conhecia o mrito deste moo, mudou de ideia, o que resultou em 83% de votos "sim".

Em 3 de outubro de 1992, nas eleies municipais a nvel nacional, foi eleito com surpreendente votao, conseguindo entre 1687 eleitores, a maioria de 1116 votos, sendo nesta poca um dos prefeitos mais jovem de So Paulo.

Assessorado pelo Sr. Wilson Jos Borghi, Prefeito Filipe engajou na luta pelo resgate ao desenvolvimento do municpio alias com trajetria brilhante a frente do executivo, ligado a altos objetos usando de instrumento nobre a consolidar com diplomacia, essa obra de tamanha significao, pontuado com trabalho inteligente, aliado ao carisma do grande universo de suas amizades nas reas governamentais do estado e da unio, providenciando garantias para a construo de uma nova Elisirio, atravs de planejamentos, com a implantao de indstrias no municpio para criao de empregos e incentivos as tcnicas hortifrutigranjeira e agropecuria, atravs de um Conselho Municipal de Desenvolvimento Rural, formado por representantes dos setores pblicos e comunidade rural, com disponibilidade de mquinas aos produtores para o preparo do solo, dando oportunidade ao aumento da produo e produtividade.

Com auxilio de sua empresa a 1 Dama Silvia Marchesoni de Oliveira, tem enfatizados os aspectos sociais (imediato e duradouro) com crianas e adolescentes, com prioridade aos menos favorecidos, na educao e em prticas esportivas, com difuso ao amor pela arte (msica e artesanato), propiciando condies de formar geraes sadias, com possibilidade de participarem de uma sociedade mais justa e alcanarem plena cidadania.

Enfim, Elisirio graas ao trabalho edificante do seu 1 Prefeito Municipal, comunga junto a outros modernos municpios, uma Administrao totalmente informatizada, com invejvel frota de veculos e maquinarias em geral.

Por tudo isso, o elisiarense atravs de seus heris, que no perpassar dos anos, construram a histria desta cidade, que investindo na cidadania de nossa gente, poderemos sempre nos orgulhar de Elisirio.

POSIO GEOGRAFICA DO MUNICIPIO

A posio geogrfica do municpio de Elisirio, est situada no planalto ocidental do estado de S. Paulo, localizado na microrregio da Mdia Araraquarense, a noroeste da Capital, ocupando uma rea de 94 Km, desmembrado do Municpio de Catanduva, determinado pelas coordenadas; 211006" de latitude S; e 4906 35" de longitude W; Tem como municpios limtrofes: Catigu (norte); Catanduva (leste); Marapoama (sul); Urups (oeste); e Ibir (noroeste). Elisirio apresenta clima tropical com inverno seco e vero chuvoso, o perodo das chuvas ocorre de setembro a fevereiro. Sua principal atividade econmica a agricultura (cana, laranja e pecuria). O municpio possui diversos rios, sendo o principal o rio Cubato, que marca divisa com municpio de Marapoama. Alm deste h ainda o Crrego do Gengibre, da Limeira, das Bicas e outros.

A sede municipal dista da capital do estado em 396 km e tem como Comarca Catanduva a15 Km. O dia do municpio comemorado no dia 09 de agosto. O dia 08 de dezembro consagrado o dia da Padroeira Imaculada Conceio.

O municpio de Elisirio, conta ainda com o povoado de Caputira, junto a estrada vicinal que liga Elisirio Washington Lus.

Caputira ficaa 6 km da sede municipal e se encontra em vias de desenvolvimento, possui luz eltrica, agua encanada, um estabelecimento comercial, telefone (particular), escola de 1 grau, um Santurio Catlico, e alguns pontos de lazer (salo para eventos festivos, campo de futebol e campo de bocha) e com a via principal pavimentada. O vereador pela Cmara Municipal de Elisirio, Sr. Joo de Paulo residente em Caputira, foi eleito Presidente da Cmara (1995-1996).

O BRASO DE ARMAS MUNICIPAIS

Em 30 de junho de 1993, foi aprovada pela Cmara Municipal e promulgada pelo Senhor Filipe Salles Oliveira Prefeito Municipal de Elisirio, a Lei n 020/93, que dispe sobre a instituio, a forma e apresentao dos Smbolos do Municpio de Elisiario.

O Braso de Armas do Municpio, de autoria do heraldista e vexillogo, Dr. Lauro Ribeiro Escobar, do Conselho Estadual de Honrarias e Mrito, assim se descreve: escudo ibrico de blau com um leo rompante de ouro empunhando uma alabarda em pala de prata e chefe de ouro carregado de trs trompas de caa de goles viroladas e encorreadas de sable: o escudo encimado de coroa mural de prata de oito torres, suas portas abertas de sable e tem como suportes a dextra uma haste de cana-de-acar e a sinistra, um ramo de laranjeira, ambos folhados e produzindo ao natural; listel de blau com o topnimo "Elisirio" de ouro.

O Braso de Armas tem a seguinte interpretao: o escudo ibrico era usado em Portugal a poca do descobrimento do Brasil e sua adoo evoca os primeiros colonizadores e desbravadores da nossa Ptria; A cor blau (azul) do campo do escudo tem o significado de justia, formosura, doura, nobreza, vigilncia, serenidade, constncia, firmeza incomparvel, dignidade, zelo e lealdade, assinalando os atributos de administradores e muncipes na diuturna dedicao a um produtivo labor, no firme propsito do desenvolvimento e progresso do municpio e tambm se referindo as belezas naturais da regio; O leo rompante (de p sobre as patas traseiras), de ouro empunhando uma alabarda de prata, posta em pala (em posio vertical) o timbre das Armas da famlia Ferraz, lembrando a figura de Jos Ribeiro Ferraz, que vindo de Sorocaba em 1873, adquiriu terras, fixando-se no local com esposa e filhos e de suas propriedades, situadas no local onde se encontra a sede nos dias de hoje, loteou parte por volta de 1920, contribuindo decisivamente, para a total implantao do povoado; o leo smbolo herldico da fora, grandeza, coragem, magnanimidade e vigilncia e o mais nobre animal de Herldica; A alabarda alegoria de boa guarda e da famlia sempre forte e vigilante por seu futuro; h no conjunto herldica referencia aos predicados interesses do povo de Elisirio e a boa guarda propiciada pelos administradores; o metal ouro, smbolo de esplendor, riqueza, generosidade, nobreza, glria, poder, fora, f, prosperidade, soberania, mando aluso ao esforo dos muncipes que depondo irrestrita f no Criador, buscam a prosperidade e a glria para o Municpio; O metal prata emblema de felicidade, pureza, temperana, formosura, verdade, franqueza, integridade e amizade, referencia aos bons sentimentos e carter integro dos muncipes e ao ambiente de harmonia e compreenso de que desfrutam; O chefe a primeira das peas honrosas de primeira ordem e as trompas de caa, degoles (vermelho), viroladas e encorreadas de sable (com as virolas e correias de preto), constituem-se no smbolo herldico das caadas promovidas por Elisirio Ferreira Camargo de Andrade, primeira atividade praticada no local onde situa o Municpio e por extenso, evoca a figura desse homem de viso, que por volta de 1908 determinou o loteamento de parte de suas terras dando inicio ao povoado que vem hoje a ser a sede municipal; A cor goles (vermelho) emblema de audcia, valor, galhardia, intrepidez, honra e nobreza conspcua e a cor sable (preto) de prudncia, fortaleza, constncia, simplicidade, sabedoria, cincia, gravidade, honestidade, firmeza, moderao, silencio, e segredo, herldica homenagem as virtudes dos pioneiros colonizadores da regio, legadas a seus psteros; A coroa mural o smbolo da emancipao politica e de prata com oito torres das quais unicamente cinco esto aparentes, constitui a reservadas as cidades; As portas abertas de sable (preto)proclamam o carter hospitaleiro do povo de Elisirio; A haste de cana-de-acar e o ramo de laranjeira em franca produo, atestam a fertilidade das terras generosas de Elisiario, de que so importantes produtos e apontam as lides do campo, como fator bsico da economia municipal; No listel de blau (azul), o topnimo "Elisirio", com letras de ouro, identifica o Municpio.

DA BANDEIRA MUNICIPAL

A Bandeira Municipal de Elisirio, de autoria do heraldista e vexinollogo, Dr. Lauro Ribeiro Escobar, do Conselho Estadual de Honrarias e Mritos, assim se descreve: Retangular de amarelo, cm um triangulo de azul, movente da tralha, carregado por um triangulo de branco, e este do Braso de Armas; Tem a Bandeira 14 m (quatorze mdulos) de altura, por 20 m (vinte mdulos) de comprimento; o tringulo de azul, tem a base coincidente com a tralha de 18 m (dezoito mdulos) de altura; o triangulo branco que carrega, tem a base superposta a do primeiro e 11 m (onze mdulos) de altura e o Braso de Armas tem 6,5 m ( seis mdulos e meio) de altura, o triangulo superposto na base formam uma ponta de lana, a simbolizar o impulso irrefrevel com que Elisirio avana um futuro de progresso.

DO HINO MUNICIPAL

Conforme dispe a Lei n 020/93 de 30 de junho de 1993, fica o Prefeito Municipal, autorizado a contratar os servios de um compositor ou instituir concurso para a escolha do Hino Municipal.

Divulga磯

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